Fantasmas
Os fantasmas do passado,
aqueles que hoje me assombram
hoje vão sentar a mesa
pra provar do meu café
aqueles que hoje me assombram
hoje vão sentar a mesa
pra provar do meu café
Já quero deixar bem claro
que vai ser conversa franca
não é papo de criança
e não fique, se quiser.
que vai ser conversa franca
não é papo de criança
e não fique, se quiser.
Minha casa é pequena
minha cama, de solteiro
e não tenho mais dinheiro
pra bancar assombração
minha cama, de solteiro
e não tenho mais dinheiro
pra bancar assombração
Ta difícil com o salário
e eu me sinto solitário
mesmo com tanta entidade
dividindo meu colchão
e eu me sinto solitário
mesmo com tanta entidade
dividindo meu colchão
Então vou fazer sorteio
ver quem sai e ver quem fica
só não quero que de briga
quando eu desabrigar
ver quem sai e ver quem fica
só não quero que de briga
quando eu desabrigar
Os fantasmas sorteados
Juntem os trapos, vão embora
Cemitério de memorias
Não é lugar pra morar
Juntem os trapos, vão embora
Cemitério de memorias
Não é lugar pra morar
Você também é espírita?
ResponderExcluirNa verdade não, pra ser sincero. Mas a abordagem do poema não é religiosa não...
ResponderExcluirEntendi. Realmente percebi que não tinha foco religioso, mas como em alguns versos parece entender do assunto, ficou a dúvida.
ResponderExcluirMas isso não significa que não seja espiritual. E com certeza uma religião tão bonita e que admiro tanto tem influência sim no que escrevo e no que acredito.
ResponderExcluirDisso eu tenho certeza, David, pelo dom de escrever como você escreve.
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