Insular

Ah, se ela soubesse
como me inquieta a mente
seu sorriso displicente
proibido, orgulhoso
ela me traz um não
embrulhado pra presente
pra me ver apodrecer
em cada gesto teimoso

Ah, se ela soubesse
que esse jeito inocente
já me torna insular
em um mar que não é meu
Se meu barco naufragar
tenho medo que ninguém
nem um sinalizador
vai deixar alguém saber
que ali, quem se afogou
tem motivos
pra afundar.



Comentários

  1. Acompanho seus poemas e nesse senti uma mudança de estilo.
    Achei que esse está com um toque mais amoroso.

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  2. Geralmente eu escrevo sobre tristeza, ou de como a tristeza afeta a minha vida. É muito raro eu falar de outro sentimento, mais raro ainda, falar de amor, apesar de já ter falado. Como você disse, "um toque mais amoroso", mesmo que isso termine de forma triste. Mas tem coisas que acontecem com a gente que a gente não pode deixar de falar sobre. E, como esse espaço é, antes de tudo, uma transcrição dos momentos que eu vivi na minha vida, até pra ficar marcado o que eu senti, o que eu vivi, e me ajudar a me lembrar de como eram as coisas(até por isso que não deleto as poesias de 2011, como fiz com as dez 2010, porque apesar de não gostar da maioria, me ajudam a lembrar e ver também que evolui), eu tento deixar aqui sempre um pouco de tudo, mesmo que as vezes limitado pela técnica ou inspiração. E assim, essa poesia, como as outras, vão contando um pouco da minha rotina, que, mesmo com "toques" diferentes, acaba sempre, pelo menos aqui, com um ar de melancolia. Pelo menos, por enquanto.

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