Grafite
Eu me desenhei na parede
Eu e todos os meus problemas
E passei a tarde toda ali
Rabiscando o cimento de preto
Lembrando do que me assombra
Lembrando o que me da medo
E também do que eu tenho saudade
Porque ela mata devagar
Da minha cabeça saiam perguntas
Pras quais não encontrei respostas
E por mais que eu tentasse com força
O sorriso não saia direito
Então desenhei vinte anos
Imprimindo o que havia sido
Naquela parede de casa
Sem janela pra entrar luz solar
E sentado ali no defronte
Da história da minha vida
Cansado, desesperançoso
Em grafite tão desmotivado
Eu olhei finalmente pros lados
E vi outras paredes em branco
Ansiosas pra um novo começo
De um dia ainda não rabiscado.
Muito bom!
ResponderExcluirNem tanto, já fiz melhores. Mas a mensagem é legal. Brigado pelo carinho, de qualquer forma.
ExcluirFico muito feliz em ler esse final, é muito bom ver que está melhor. Torço por você secretamente e ficava triste ao te ver com ainda tantas experiências pra viver, mas tão preso ao passado. Sofrer faz parte da vida e tem seus pontos positivos, mas chega uma hora que devemos deixar algumas coisas irem, o passado passar e focar no presente. Viver é lindo, aproveite sua vida, sua chance de viver. Beijos, querido.
ResponderExcluirEu sou um cara naturalmente saudosista, e tenho mania de viver da imaginação de que o meu passado sempre foi mais brilhante, as vezes por não estar vivendo um momento tão bom agora, ou melhor de transição. As vezes eu faço poesias sobre cicatrizes, e eu gosto de todas ela. Eu acho bonito eu ter vivido as coisas que me fizeram tão bem, mesmo que elas tenham acabado. Bom, mas é hora de dar um passo a frente, sem dúvidas, em busca de novas cicatrizes.
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